sábado, 22 de junho de 2019

Sobrevivente

Sabe aqueles dias que a alma da gente prende a ponta do dedo mindinho na porta?
Só que essa dor, a dor da alma não passa. Parece um portal que se abre. Você revive seu passado, presente e futuro. Você se indaga e nunca encontra.
Um labirinto.
Dores, saudades e verdades em uma intensidade impensável. Nuas e cruas, sem luzes, lamparinas, lanternas ou vagalumes. Só os fatos e suas sensações no escuro total, azeviche. Cicatrizes que pareciam fechadas reabrem como se naquele momento tivessem nascido.
Mantras, filosofias, racionalidade ou pensamento positivo são como água. Círculo em espiral e em intensidade tão insana que você sente no corpo e na alma o açoite. As vezes, acompanhada de uma saudade que você não sabe de que ou de quem.
Um sobrevivente de guerras psíquicas. Até quando resistirá?


Lya Su

"Ser"

Quero ser o inacabado,
o imperfeito,
os milímetros entre os números 1 e 2,
o desenho rabiscado,
a folha riscada,
o inominável.
Aquela lembrança borrada e distante,
as supernovas, os buracos negros,
o mistério profundo entre desconfortos e evolução.
Inacabado, incompleto, copo meio.
Somente assim posso "ser"
sempre em desconstrução.

Lya Su

quarta-feira, 5 de junho de 2019

So far from home...

I’m sending raven
Black bird in the sky
Sending a signal that I’m here
Some sign of life

I’m sending a message
Of feathers and bone
Just let me know I’m not forgotten
Out here alone

The air is cold
The night is long
I feel like I might fade into the dawn
Fade until I’m gone

I'm so far from home
So far from home
Not where I belong
Where I belong

I'm so far from home
So far from home
I’m sending a raven
With blood on its wings
Hoping it reaches you in time
And you know what it means

Cause out here in the darkness
And out of the light
If you get to me too late
Just know that I tried

Far From Home (The Raven)
Sam Tinnesz

New

"O primeiro (músculo zigomático principal) obedece a vontade, mas o segundo (Orbicularis oculi) é apenas ativado pelas doces emoções da...