Sabe aqueles dias que a alma da gente prende a ponta do dedo mindinho na porta?
Só que essa dor, a dor da alma não passa. Parece um portal que se abre. Você revive seu passado, presente e futuro. Você se indaga e nunca encontra.
Um labirinto.
Dores, saudades e verdades em uma intensidade impensável. Nuas e cruas, sem luzes, lamparinas, lanternas ou vagalumes. Só os fatos e suas sensações no escuro total, azeviche. Cicatrizes que pareciam fechadas reabrem como se naquele momento tivessem nascido.
Mantras, filosofias, racionalidade ou pensamento positivo são como água. Círculo em espiral e em intensidade tão insana que você sente no corpo e na alma o açoite. As vezes, acompanhada de uma saudade que você não sabe de que ou de quem.
Um sobrevivente de guerras psíquicas. Até quando resistirá?
Lya Su
Devaneios autorais, fragmentos, Desconfortos, Feminismo, Fotografia, citações literárias e musicais
sábado, 22 de junho de 2019
Assinar:
Postar comentários (Atom)
New
"O primeiro (músculo zigomático principal) obedece a vontade, mas o segundo (Orbicularis oculi) é apenas ativado pelas doces emoções da...
-
Quero ser o inacabado, o imperfeito, os milímetros entre os números 1 e 2, o desenho rabiscado, a folha riscada, o inominável. Aquela ...
-
Sabe aqueles dias que a alma da gente prende a ponta do dedo mindinho na porta? Só que essa dor, a dor da alma não passa. Parece um portal ...
-
Hello, darkness, my old friend I've come to talk with you again Because a vision softly creeping Left its seeds while I was sleeping ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário